5 segredos das marcas para atrair consumidores online


Empresas precisam se destacar num mundo em que tudo parece caminhar para a comoditização. Um mundo em que todos os produtos são novos, super, o mais barato, o melhor. Um mundo em que as empresas brigam desesperadamente umas com as outras para ganhar terreno, fãs no Facebook, followers no Twitter, consumidores. Um mundo igual.

Como ser diferente? Como criar um relacionamento REAL, que extrapole produtos e eleve a marca a um status de elemento cultural, algo visceral, arraigado, emocional?

Martin Lindstrom, autor do livro “A Lógica do Consumo: Verdades e Mentiras Sobre Por Que Compramos” afirma que 85% das decisões de compra são tomadas de forma intuitiva, não racional. Então, até chegar ao ato de pegar um produto entre tantos outros na prateleira abarrotada do supermercado ou de clicar em “comprar” num site de e-commerce, o consumidor se deixou seduzir pelas marcas.

As empresas precisam entender como pensa e age esse misterioso ser que atende pelo nome de consumidor. O primeiro passo é compreender que esse indivíduo hoje gasta boa parte de seu tempo online. Segundo o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), 39% da população brasileira já acessou a internet. Destes 71,7 milhões, 38 milhões navegam diariamente na web, e mais da metade (50 milhões) participa de redes sociais.

Partindo daí, como as empresas, e principalmente as marcas, podem influenciar e atrair esse consumidor, especialmente aproveitando o potencial das mídias sociais?

 1. Planeje. Defina quem é seu público-alvo, que “lugares” ele frequenta online, que comunidades existem sobre o tema que tem a ver com seu produto. Escolha um posicionamento e amplie sua presença, participando ativamente online. Por exemplo, Tylenol pode participar de um fórum que discute dor, sintomas e tratamentos, não para falar de seus produtos, mas sim de conceitos e pesquisas. A marca será reconhecida como preocupada com o bem-estar das pessoas.

 2. Defina as plataformas adequadas, que cabem nas limitações de orçamento e pessoal, e que a empresa consegue, concretamente, manter. Um ou vários blogs corporativos? Com qual conteúdo? Um site mais estático ou com notícias que mudam diariamente? O equilíbrio é específico para cada empresa. A fabricante de sapatos americana Zappos tem 13 blogs oficiais, por exemplo.

  3. Escolha os canais de acordo com o perfil do público-alvo. Que canais fazem mais sentido? YouTube, Slideshare, Facebook são apenas alguns.

 4. Crie relacionamentos. É impressionante o interesse dos consumidores pelas marcas que efetivamente “conversam” com eles e, principalmente, que abrem espaço para ouvi-los. Starbucks tem uma área em seu site apenas para receber novas ideias de melhoria de produtos e serviços de suas lojas, e recebeu 75 mil ideias em apenas seis meses.

 5. Ganhe relevância. Capriche no conteúdo. Os canais são apenas ferramentas, o que vale é o que você tem a dizer.

 Para terminar, um outro dado do Cetic: dos 200 milhões de blogs no mundo, 34% avaliam marcas e produtos. Você quer participar da conversa?

 Matéria retirada do Portal Exame

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